Preso por feminicídio de estudante de direito em Pindamonhangaba morre em hospital penitenciário em SP
13/10/2026
(Foto: Reprodução) Corpo de Lívia Berthoud é enterrado; ex é suspeito do crime
Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, preso pelo feminicídio da estudante de Direito Lívia Berthoud, de 23 anos, morreu nesta segunda-feira (12), no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário (CHSP), ligado à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), na capital paulista.
Ele estava preso desde agosto, quando foi detido em flagrante após o crime contra a ex-companheira, em Pindamonhangaba.
A informação da morte de Carlos consta em um boletim de ocorrência registrado no 13º Distrito Policial (Casa Verde), em São Paulo, ao qual o g1 teve acesso. Segundo o documento, a morte foi às 8h53 e foi registrada como suspeita.
Carlos Eduardo, de 25 anos, estava internado após ser ferido por um disparo de arma de fogo na região do pescoço, depois do feminicídio de Lívia, em agosto, em Pindamonhangaba. Na época, ele foi socorrido pelo Samu ao tentar tirar a própria vida e levado ao pronto-socorro da cidade, onde permaneceu internado, entubado e sob escolta policial.
Segundo o advogado de defesa dele, após uma melhora no quadro clínico, Carlos Eduardo foi transferido para o Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário (CHSP), na capital paulista.
Em nota, a SAP confirmou que Carlos Eduardo morreu na segunda-feira (12), no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário (CHSP), na capital paulista. Ele estava internado após ser encaminhado pela Delegacia Seccional de Taubaté para tratamento médico.
Segundo a pasta, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames, e a família foi comunicada. A ocorrência foi registrada como morte suspeita, e a causa do óbito não havia sido divulgada.
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Lívia Berthoud tinha 23 anos, cursava Direito na Unitau e fazia estágio no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Acervo pessoal/cedida família
Defesa pediu liberdade provisória
Segundo o advogado, a defesa havia solicitado à Justiça a liberdade provisória de Carlos Eduardo, considerando o estado de saúde dele e a possibilidade de receber cuidados dos familiares. Mas o pedido foi negado, ainda segundo o defensor.
Após a morte, o advogado afirmou que pretende verificar as circunstâncias e apurar se houve algum fator externo ou participação de terceiros.
Família de Lívia se manifesta
A família de Lívia Berthoud afirmou que não celebra a morte de Carlos Eduardo e ressaltou que a busca por justiça era para ser feita em vida, na Terra.
Os familiares também destacaram que continuarão falando sobre Lívia e exaltando sua memória para que a jovem nunca seja esquecida.
Lívia Berthoud cursava o 10º semestre de Direito e fazia estágio no TJ-SP.
Acervo pessoal/cedida família
Feminicídio em Pindamonhangaba
Lívia Berthoud foi morta a tiros na manhã de 10 de agosto, em uma praça no bairro Campo Alegre, em Pindamonhangaba.
A jovem tinha 23 anos, cursava o 10º semestre de Direito na Universidade de Taubaté (Unitau) e fazia estágio no Ofício das Execuções Criminais de Taubaté, vinculado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Segundo o boletim de ocorrência do feminicídio, Lívia já havia procurado a polícia por episódios de violência doméstica e tinha uma medida protetiva contra Carlos Eduardo, seu ex-companheiro.
Familiares também relataram à polícia que ele não aceitava o fim do relacionamento e já havia feito ameaças de morte contra a jovem.
Carlos Eduardo foi preso em flagrante pelos crimes de feminicídio e descumprimento de medida protetiva. Após o crime, ele foi encontrado ferido em um apartamento em Pindamonhangaba e socorrido para atendimento médico.
Na ocasião, ele permaneceu internado sob escolta policial e, segundo as informações divulgadas à época, não tinha condições de prestar depoimento.
De acordo com a investigação relatada pela Polícia Civil, policiais encontraram o nome de Lívia escrito com sangue em um espelho do apartamento do investigado. Um revólver calibre 38, celulares e outros objetos também foram apreendidos.
Feminicídio de jovem aconteceu em Pindamonhangaba.
Reprodução/TV Vanguarda
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