Comércio desacelera no Vale do Paraíba, mas Black Friday e Natal podem ajudar na recuperação; entenda
02/09/2026
(Foto: Reprodução) Comércio tem saldo negativo de empregos em São José
O comércio do Vale do Paraíba desacelerou no primeiro semestre de 2026, mas o segundo período do ano pode trazer uma reação para o setor, principalmente com a chegada de datas como Dia das Crianças, Black Friday e Natal.
Entre janeiro e junho, o comércio da região fechou 1.590 postos de trabalho, segundo levantamento do Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região (Sincovat), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Em São José dos Campos, foram 265 vagas a menos no comércio entre janeiro e julho. Apesar disso, a cidade teve saldo geral positivo de 2.712 empregos formais no período.
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A redução no número de vagas acompanha uma queda nas vendas. O comércio movimentou R$ 38,8 bilhões no Vale no primeiro semestre, 1,1% menos do que no mesmo período de 2025.
Segundo o presidente do Sincovat, Dan Guinsburg, o cenário representa uma acomodação da economia. Mesmo com a queda, o faturamento registrado no primeiro semestre de 2026 foi o segundo maior da série histórica.
Comércio espera aumento nas vendas no segundo semestre, impulsionado por datas como Black Friday e Natal.
Reprodução/TV Vanguarda
O que explica a queda?
Um dos setores mais afetados foi o de eletroeletrônicos, que depende mais do crédito para as compras.
Para Guinsburg, o endividamento e a inadimplência das famílias têm pesado sobre o consumo. Ele também chama atenção para o uso excessivo do cartão de crédito.
“Quem cai no rotativo do cartão de crédito fica numa situação muito complicada.”
Com menos espaço no orçamento, o consumidor tende a adiar compras de maior valor ou buscar alternativas mais baratas.
Outro fator é a mudança no comportamento de compra. As vendas pela internet ganharam força, principalmente em segmentos como roupas e eletroeletrônicos.
Para o presidente do Sincovat, os comerciantes precisam se adaptar a esse novo cenário e combinar a presença física com a digital.
“Não dá mais para ter só uma loja física, ela tem que estar tanto na internet como na física, se ela quiser sobreviver.”
Segundo semestre pode ser melhor
Apesar do cenário de cautela, o comércio costuma ter um desempenho melhor no segundo semestre. Isso acontece principalmente por causa do calendário de vendas, que inclui Dia das Crianças, Black Friday e Natal.
“Segundo semestre sempre é melhor”, avalia Guinsburg, que afirma estar otimista com as vendas de fim de ano.
Para quem trabalha no comércio ou busca uma oportunidade no setor, o aumento do movimento nos próximos meses pode representar também uma possibilidade de novas contratações.
O desempenho, no entanto, dependerá do comportamento do consumidor e das condições de crédito nos próximos meses.
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