Cabeleireira baleada ao voltar do trabalho em SP confundiu tiros com barulho de moto: 'Muito rápido'

  • 05/09/2026
(Foto: Reprodução)
Juliane Nascimento da Silva, de 37 anos, foi vítima de bala perdida em confronto policial. Arquivo pessoal A cabeleireira de 37 anos, que foi atingida por uma bala durante o tiroteio que matou uma outra mulher em um bar no bairro Araretama, em Pindamonhangaba (SP), voltava para casa depois de fechar o salão onde trabalha quando foi ferida. Em meio aos disparos, ela chegou a pensar que o barulho era provocado por motos que passavam pela região, por isso não tentou fugir. O crime aconteceu na noite do último sábado (29), em um bar no bairro Conjunto Residencial Araretama, em Pindamonhangaba. Segundo a polícia, Raimundo Soares de Oliveira, de 57 anos, é suspeito de atirar contra ela. O filho da vítima também foi atingido de raspão na barriga. O suspeito foi preso em flagrante. Mulher é morta baleada em bar de Pindamonhangaba Em entrevista ao g1, a filha Thayná da Silva Ramos, de 20 anos, contou que a mãe foi atingida pelo tiro na perna. Juliane Nascimento da Silva, que teve uma fratura exposta, está aguardando as condições ideais para passar por nova cirurgia. "Ela fez uma cirurgia, colocou pinos, e vai ter que fazer outra, para colocar placa de aço na perna e conseguir andar", contou a filha Thayná. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Sem poder trabalhar, Juliane, que é mãe de quatro jovens, autônoma e mora de aluguel, deve fechar o salão e teme voltar ao bairro onde aconteceu o crime. Segundo Thayná, a mãe está traumatizada, sentindo dores e enfrentando preocupações financeiras decorrentes do tiroteio. A gente fica desesperado também por conta do financeiro, porque, querendo ou não, minha mãe era a pessoa que mais fazia as coisas em casa. Ela trabalhava o dia inteiro para ajudar a família, e a gente não esperava por isso, né?", afirmou. LEIA TAMBÉM: Mãe e costureira: saiba quem era a mulher de 48 anos que foi assassinada a tiros em bar de Pindamonhangaba Irmão de mulher que foi assassinada a tiros em bar lamenta crime: 'Covardia muito grande' Ainda segundo a filha, a mulher não tem previsão de alta e nem expectativa de quando vai poder retomar ao trabalho. "Ela vai ficar um mês a mais internada, e depois disso ela não vai conseguir trabalhar, porque não vai poder andar, não vai poder fazer absolutamente nada até se recuperar 100%.” Um vídeo gravado por Thayná mostra a vítima em recuperação em um hospital da cidade. "Fechei o salão por volta de nove e meia da noite e, de lá, ia passar no mercado, só que, ao virar a esquina, apareceu um rapaz e falou para eu tomar cuidado, que estava tendo um tiroteio. Só que, na hora, eu não percebi; quando eu entendi, eu já senti o tiro, e ali eu já caí ao chão. Eu estava no meio do tiroteio, do fogo cruzado, me arrastei para me afastar deles. Minha perna doía muito, queimava muito, não tinha posição em que eu pudesse mexer a perna", disse a vítima da bala perdida. A polícia ainda não esclareceu se a bala que atingiu Juliane foi disparada pelo homem preso pelo crime ou se o tiro saiu da arma dos policiais. O caso é investigado. "Um policial se aproximou e perguntou se eu estava bem. Respondi que estava com muita dor na perna e ele disse que o resgate estava vindo e se afastou de mim", disse. O crime Adriana Silva dos Santos, de 48 anos, foi morta a tiros na noite do último sábado (29), dentro de um bar no bairro Conjunto Residencial Araretama, em Pindamonhangaba. Ela foi atingida por um disparo na região da cabeça e morreu ainda no local. Segundo a polícia, Raimundo Soares de Oliveira, de 57 anos, atirou contra Adriana dentro do estabelecimento. O filho dela, que também estava no local, também foi alvejado com um tiro de raspão na barriga. Adriana era mãe de cinco homens e trabalhava como costureira. O suspeito foi preso em flagrante, e um revólver calibre 32 foi apreendido. Raimundo passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. O caso foi registrado como homicídio, tentativas de homicídio e lesão corporal decorrente de intervenção policial. O g1 tenta localizar a defesa do suspeito preso. A reportagem será atualizada caso os advogados se manifestem. Adriana Silva dos Santos, 48 anos, morreu após ser atingida por um tiro na cabeça. Foto 1: arquivo pessoal | Foto 2: Reprodução/TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

FONTE: https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2026/09/05/cabeleireira-baleada-ao-voltar-do-trabalho-em-sp-confundiu-tiros-com-barulho-de-moto-muito-rapido.ghtml


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